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Projetos de Reforma de Casas de Crianças em Vulnerabilidade Social

27 de julho de 2018

VICINI, MAGDA SALETE (1); BATISTA, GEOVANI RAFAEL (2); SACCOL, ANDERSON FERREIRA (3); NETO, WALTER STROBEL (4); GEHLEN, FABIO (5).

 RESUMO

Vulnerabilidade é a ausência efetiva de condições de sobrevivência atual e futura, “vulnerados” são aqueles que se encontram nessa situação, e “vulnerables”, tratam-se dos que têm grande possibilidade de serem vulneráveis, pela fragilidade que os cerca. A partir da metodologia pós-humana, que questiona o antropocentrismo e os essencialismos hegemônicos e resistentes promovidos pela humanidade, acredita-se que o problema da habitação não está voltado apenas para a “falta de residências” às famílias vulneráveis, mas também a falta de condições salubres de moradia em habitações existentes. Este projeto de extensão universitária tem como objetivo, proporcionar a prática-reflexiva sobre edificações populares em situação de vulnerabilidade social aos acadêmicos de arquitetura e urbanismo, engenharia civil e design; e ainda, promover a integração e reflexão entre a teoria social nestas formações e a possibilidade de pesquisar e desenvolver propostas de reformas físicas sustentáveis, no município de Xanxerê, Santa Catarina, Brasil, que possui população aproximada de 45.000 habitantes (32% estão na linha da pobreza) e desta população existem 9.376 crianças e adolescentes entre 0 a 14 anos. Não existe um conceito único de sustentabilidade ou um caminho pré-definitivo para se projetar ou adaptar um edifício com maior valor sustentável, o projeto dependerá de interesses em buscar soluções analisando a fundo as características inerentes de cada caso. A sustentabilidade apresenta-se em aspectos: social, econômico, ecológico, cultural, espacial, político, e ambiental. Para realização deste trabalho escolheu-se a Pastoral do Menor de Xanxerê, por ser uma organização que atua com crianças e adolescentes, com objetivo de proteger a infância e o bem estar deste público. Também pela afinidade científica da coordenadora deste projeto de extensão em relação à pesquisa sobre a arte, filosofia e movimento pós-humano, pesquisando sobre a infância e sua condição no momento atual. O projeto objetiva realizar propostas de reformas em 02 (duas) residências de crianças e adolescentes que participam dos benefícios da Pastoral do Menor de Xanxerê. Para tanto, realizaram-se reuniões com os acadêmicos participantes para discussão das etapas a serem seguidas para desenvolvimento da proposta; proposição de leituras e metodologias; levantamento das residências para coleta de dados; tabulação dos dados levantados e elaboração do programa de necessidades; Elaboração de anteprojetos a partir dos dados coletados e tabulados; avaliação do projeto por docentes e discentes de arquitetura, engenharia civil e design; apresentação dos projetos às famílias; entrega dos Projetos à Pastoral do Menor de Xanxerê; aplicação prática das propostas. Com este trabalho pode-se promover a integração entre universidade e comunidade, além da compreensão dos acadêmicos, sobre o conhecimento prático-teórico de cunho sustentável social, e produção de conhecimento científico, além de beneficiar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Palavras-Chave: projeto, reformas, vulnerabilidade; sustentabilidade.

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Apresentação

Ao construir um projeto de extensão que se propõe realizar reformas de habitações para famílias de crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, com fundamentos sustentáveis, adotando uma metodologia pós-humana e com a noção filosófico-estética de uma arte social, significa um desafio. Tanto para a coordenação dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil e Design como também para cada um dos acadêmicos e para a Coordenadora do Projeto. Os projetos pedagógicos dos cursos em questão, com propostas semânticas semelhantes, se aproximam de um pensar voltado para a dinamicidade na relação teoria-prática; a capacidade investigativa; o compromisso com a humanização da sociedade, a sustentabilidade, e com a ética; respeito pela diversidade da sociedade e compromisso em difundir o conhecimento; a reflexão e o posicionamento crítico como postura do acadêmico e do docente em todas as atividades educativas que forem realizadas[1].

  De forma ampla, este projeto almeja proporcionar a prática-reflexiva sobre as edificações populares de público em situação de vulnerabilidade social aos acadêmicos de arquitetura e engenharia civil e design, bem como a possibilidade de pesquisar propostas de reformas físicas sustentáveis. Também ambiciona promover a integração e reflexão entre a teoria social da arquitetura, engenharia civil, design, sustentabilidade, e a realidade prática habitacional de famílias em vulnerabilidade social da cidade de Xanxerê; se propõe a promover aos acadêmicos a participação em experiências práticas de melhoria física, estética, funcional, e sustentável em residências de famílias de baixa renda; pretende ainda, propagar a proposta “FAladoOutro/EscutaImagem :Infâncias, uma proposta na pós-humanidade”, evidenciada filosoficamente e artisticamente pela autora deste projeto de extensão. O projeto de extensão pretende elaborar anteprojeto dos espaços residenciais com materiais de baixo custo, com sustentabilidade e durabilidade, bem como elaborar proposta paisagística de jardim, escadas, horta, etc. Pretende também alcançar o objetivo de estimular o espírito crítico-social, analítico, sustentável e criativo dos acadêmicos de Arquitetura, Engenharia Civil e Design; e, finalmente, colaborar para a produção de conhecimento científico para ampliar as possibilidades e questionamentos sobre as questões conceituais que percorrem esta proposta de pesquisa e projeto.

O projeto de extensão aqui proposto, não possui objetivo de concretizar as reformas a serem projetadas pelos acadêmicos dos cursos que fazem parte do projeto, devido às limitações de atuação da Unoesc – Universidade do Oeste de Santa Catarina – por questões jurídicas e econômicas expostas pela pró-reitoria em vigência. O projeto de extensão propõe-se entregar os projetos de reformas para a entidade Pastoral do Menor, para que esta possa viabilizar as referidas reformas.

As crianças e famílias beneficiadas com os dois projetos de reforma de suas casas participam das ações desenvolvidas pela Pastoral do Menor de Xanxerê, que atua desde 1992, Coordenada pela Igreja Católica, e que conta com a participação de voluntários para o desenvolvimento de oficinas de informática, pintura, desenho, leitura, matemática, capoeira entre outros. Atualmente participam das Oficinas, 52 crianças de 7 a 12 anos; 67 adolescentes de 12 a 17 anos; um grupo de 35 mães, em três dias da semana. A opção por esta entidade ocorreu devido à relação da Coordenadora deste Projeto de Extensão, como voluntária da Pastoral do Menor, e, principalmente, por ser uma organização que já atua há anos com crianças e adolescentes, com objetivo de proteger a infância e o bem estar deste público.

 Os principais conceitos que nortearão a pesquisa e o projeto serão: vulnerabilidade social, metodologia pós-humana, arte social, sustentabilidade, metodologias de Design, Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil.


Vulnerabilidade

Adotamos o conceito de vulnerabilidade social segundo os estudos da UNESCO (2002), que em nossa percepção está diretamente ligado à falta de direitos sociais para a população brasileira.

Vale notar que a vulnerabilidade assim compreendida traduz a situação em que o conjunto de características, recursos e habilidades inerentes a um dado grupo social se revelam insuficientes, inadequados ou difíceis para lidar com o sistema de oportunidades oferecido pela sociedade, de forma a ascender a maiores níveis de bem-estar ou diminuir probabilidades de deteriorização das condições de vida de determinados atores sociais (Vignoli, 2001). Esta situação pode se manifestar, em um plano estrutural, por uma elevada propensão à mobilidade descendente desses atores e, no plano mais subjetivo, pelo desenvolvimento dos sentimentos de incerteza e insegurança entre eles.[2]

Radaelli (2011) em artigo fundamenta-se em Katzam (2005, p.04), para quem a vulnerabilidade é considerada a ausência efetiva de condições de sobrevivência atual e futura. Katzam chama de “vulnerados” aqueles que se encontram nessa situação. Há também os “vulnerables”, aqueles que têm grande possibilidade de serem vulneráveis, pela fragilidade que os cerca. Lembrando também Rousseau (1978), Radaelli cita que existem duas formas de desigualdade social: a natural ou física e a moral ou política, que poderia estar presente em todas as camadas sociais: não apenas pelas condições materiais ou físicas, mas também pela concepção política e moral que surge a partir da formação cultural humana.

            A formação do profissional em contexto brasileiro, levando em consideração a formação sócio-política e cultural da sociedade brasileira, procura atender a percepção de nossa realidade, de que vivemos em um país com um Índice de Desenvolvimento Humano baixo, mesmo ponderando as melhoras ocorridas nos últimos 20 anos, conforme índices abaixo relacionados.

                           O IDHM do Brasil: cresceu 47,5% entre 1991 e 2010

                          Brasil: Alto e Médio  - 74% dos municípios

 Baixo e Muito Baixo - 25% dos municípios

                           Muito Baixo: 1991: 85,8% municípios / 2010: 0,6% municípios

                           Regiões: Sul - Alto (65%) Sudeste - Alto (52%) Centro-Oeste - Médio (57%)

                           Norte - Médio (50%) Nordeste - Baixo (61%)[3]

Santa Catarina está entre os estados com melhor IDH, mas Xanxerê possui índice de 32% de famílias em linha de pobreza[4]. O município possui carência de habitações, conforme Batista e Fávero (2014):

O déficit habitacional das famílias cadastradas pelo setor de habitação é de 1.864 casas e 117 apartamentos para famílias com a renda de 0 a R$1.600,001 e de 127 casas e 46 apartamentos para famílias com renda familiar entre R$ 1.600,00 e R$ 5.000,00. Consta no PLHIS que foram identificadas 2.750 moradias inadequadas e ou com problemas de regularização fundiária, totalizando aproximadamente 4 mil habitantes. Os dados constantes no levantamento de dados em campo contém uma parcela do número de cadastros e apresentados no PLHIS - Plano Local de Habitação de Interesse Social. Consta no PLHIS que foram identificadas 2.750 moradias inadequadas e ou com problemas de regularização fundiária, totalizando aproximadamente 4 mil habitantes. Os dados constantes no levantamento de dados em campo contém uma parcela do número de cadastros e apresentados no PLHIS.[5] Constata-se que há um número maior de residências inadequadas para a moradia, ponto determinante deste projeto de extensão que pretende refletir sobre esta situação social.

Situada a realidade social na qual a Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc – está inserida, nos perguntamos, de que forma esta instituição educacional, que tem como missão a interação com o entorno social, poderia estar contribuindo para produzir reflexões e ações que pudessem promover a inclusão social e melhoria de moradia para crianças e adolescentes de Xanxerê. De que forma, os cursos mencionados, poderiam se apropriar dos conhecimentos acadêmicos e profissionais, para propor alternativas de melhorar a qualidade de vida dessas famílias vulneráveis, e, da mesma forma, promover a reflexão nesses acadêmicos, sobre a responsabilidade social e ética do profissional a ser formado nesta instituição?


Arte e Pós-humanismo

Levantam-se essas questões a partir de proposições sugeridas nos textos de tese de doutorado (2008-2011) e da prática artística da Coordenadora do Projeto de Extensão, professora Magda Vicini. Na tese de doutorado, Vicini (2011) apresenta o conceito de Escultura Social da obra do artista alemão Joseph Beuys (1921-1986), traduzindo-a para o contexto brasileiro, analisando que, segundo Beuys (apud Kuoni, 1993), a Escultura Social está relacionada com a forma como pensamos e falamos; como moldamos e formamos “o mundo no qual vivemos”; sempre em “processos contínuos, em estado de mudança”. Quando este artista propôs transformações contínuas, propõe transformações frente a problemas ontológicos envolvendo a política, a história, a ciência, a arte, a ecologia e a filosofia entre outros. A partir desses fundamentos, observando o cenário brasileiro no qual vivemos, Vicini (2011) analisa que a desigualdade social entre os grupos humanos é um fator que sempre trouxe e traz desconforto, desassossego aos olhos sensíveis ao Outro; e outras vezes, pode trazer motivação, sensibilização e solidariedade para tentar transformar esta desigualdade: crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, tanto quanto de etnia europeia (miscigenada ou não), cabocla, negra e indígena. Diante de um quadro teórico e artístico, a tradução final da tese de Vicini (2011), sobre o conceito de Escultura Social a partir de Beuys denominou-se “FALADOOUTRO/ESCUTAIMAGEM”. Faz-se necessário ouvir o Outro (Hegel), que é diferente e igual a nós, em qualquer contexto da sociedade na qual vivemos.

A metodologia a ser empregada na condução dos trabalhos e das reflexões entre todos os participantes deste projeto denomina-se “pós-humana”, a qual propõe:

 

[...] o pensar, agir, produzir conhecimento, propondo em uma primeira noção, que esta metodologia encontra suas linhas rizomáticas na crítica pós-moderna do conhecimento objetivo e da verdade absoluta. Aproxima-se da metodologia de Feyerabend, “Contra o método” (1975), no sentido em que o seu valor é meramente transitório e contingente (Ferrando, 2012, p.10).

Para direcionar a necessidade de ponderar a diferença social vivida neste momento por vezes inflexível e insensível em relação ao Outro e, em muitas vezes, de extraordinária adaptação entre homem e tecnologias cibernéticas, que inicialmente caracterizou o conceito pós-humano, torna-se pertinente expôr algumas definições que contornam esse termo. Como por exemplo, as noções de pós-humano e de pós-humanista, no qual a primeira definição se aplica “a um campo amplo de estudos, incluindo a robótica, nanotecnologia e bioética”. E pós-humanista “a uma mudança no paradigma humanista e sua ideologia antropocêntrica” (FERRANDO, 2012, p.10).

O pós-humanismo faz alusão à ambiguidade interna dos essencialismos denominados resistente e hegemônico, sendo que o primeiro trata do radicalismo pelo qual as minorias (raciais, religiosas, homossexuais, etc.) separam-se em grupos; e o essencialismo hegemônico, no qual, por exemplo, escritores brancos abordam sempre citações de brancos. Na teoria e na prática pós-humanista, há que se considerar a produção de conhecimentos em todos os centros geográficos e intelectuais abrangendo todas as diferenças entre grupos humanos, evitando qualquer tipo de separação ou privilégios entre esses. O pós-humanismo pretende desconstruir radicalmente o “humano”. A diferença é o núcleo do pós-humanismo. (FERRANDO, 2012, p. 11,12).

Ao descobrir a profundidade e a imanência intelectual, a relevância filosófica e ontológica deste movimento e filosofia pós-humana, principalmente na Europa, Vicini percebeu o paradoxo vivido em nosso país: sim, vivemos em um momento pós-humano, mas temos ausências de direitos fundamentais e sociais ‘humanos’. A partir disso, Vicini (2014), iniciou sua proposta artística em 2014, “Vendem-se infâncias”, propondo que a Arte Social seja um processo que possa conduzir a profundas reflexões e ações incluindo o ensino superior. Unindo agora neste projeto, as áreas do conhecimento como a arte, a arquitetura e urbanismo, a engenharia civil e o design, buscando um repensar sobre a ausência dos direitos sociais (WOLKMER, 2003, p.8) humanos, neste momento pós-moderno e pós-humano em solo brasileiro: educação, habitação, saúde, infraestrutura e lazer.

  Neste sentido, as diferenças sociais vividas em solo brasileiro instiga a refletir sobre a formação dos profissionais em suas mais diversas áreas do conhecimento, em relação a suas posturas frente às diferenças culturais, étnicas, raciais, sociais, de gênero. De forma a proporcionar uma prática e teoria que possa transformar e ampliar a noção de atuação profissional, mercado de trabalho e cidadania. Como também, refletir sobre as “falhas humanas” que norteiam o sentido do “humano” na atualidade, incluindo questões filosóficas, culturais e epistemológicas. Dentre algumas questões, pode-se pensar: de que maneira é possível aos brasileiros conviver com a segregação social de seres humanos, adultos, crianças, adolescentes, bebês, que não possuem condições de uma habitação e infraestrutura mínimas para dignificá-los como cidadãos (direitos sociais)? É possível pensar em educação eficiente, com condições habitacionais e de infraestrutura ineficientes?

A partir deste tipo de questionamento, a arte social se inter-relaciona ao projeto como ideia e conceito, como proposta de arte social pós-humana.

A epistemologia da arte se ampliou, abrindo espaços, dentre várias tendências artísticas. Dentre elas, a Arte Social (Canclini, 1984), para a qual o curador e crítico Lucie-Smith (2006) denomina “arte engajada e globalização”, lembrando que esta vertente artística se vê como “porta-voz de grupos que, de alguma maneira, consideram-se desfavorecidos”, citando entre as propostas, a defesa da arte africana por artistas afroamericanos; a arte feminista; arte política; direitos homossexuais; defesa de minorias locais (globalização); a arte aborígene entre outros. Mas na concepção pós-humana, como citado na página oito deste artigo, o ser humano pode guiar-se pelo respeito à diversidade entre os seres vivos que habitam nosso multiverso, não mais denominado universo, excluindo o desejo de essencialismos, em troca de possibilidades de convivência entre todos os “usuários” deste espaço no qual vivemos. Propõe-se um pensar a Arte Social “com” a diversidade entre as diversas áreas de conhecimento, para encontrar alternativas de afirmação dos Direitos Sociais para a população vulnerável brasileira.


Arquitetura, Engenharia Civil, Design e Sustentabilidade

No sentido que pretende este projeto, a sustentabilidade pode ser definida como um conjunto de técnicas e ações que podem ser desenvolvidas para conservar e melhorar as condições de vida no planeta, também, um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade para gerações presentes e futuras (GOULART, 2007, p.2).

Na busca da construção civil por uma edificação mais sustentável, fez-se necessário a procura por soluções que amenizem o mal causado à natureza ao longo do tempo. Os projetos a serem realizados para as residências de crianças e adolescentes em vulnerabilidade social tem este viés tanto para os acadêmicos de engenharia civil, arquitetura e design.  Dessa forma, sustentabilidade pode ser definida como um conjunto de técnicas e ações que podem ser desenvolvidas para conservar e melhorar as condições de vida no planeta, também, um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana para as gerações presentes e futuras (GOULART, 2007).

A sustentabilidade divide-se ainda em algumas especificidades que pode-se caracterizar por sustentabilidades: Social, Econômica, Ecológica, Cultural, Espacial,                            Ambiental e Política.

A desigualdade entre os diferentes grupos da sociedade, o uso exorbitante dos recursos naturais, e o crescimento acentuado de parte da população, são os assuntos estudados e combatidos pela “sustentabilidade social”. Isso porque o acesso às áreas de educação, desenvolvimento industrial, econômico, financeiro, político e ambiental devem estar presentes e ser de fácil acesso a todas as camadas da sociedade, para que ocorra uma agregação da responsabilidade social e a sustentabilidade de cada um dos setores (CARVALHO, 2010). É neste caminho que propomos refletir sobre a possibilidade de equilibrar o “habitar” para essas crianças e adolescentes, pois, como afirma Heidegger (1951), construir não somente produzir, mas, sim, cuidar.

 A maneira como tu és e eu sou, o modo segundo o qual somos homens sobre essa terra é o Buan, o habitar. Ser homem diz: ser como um mortal sobre essa terra. Diz: habitar. A antiga palavra bauen (construir) diz que o homem é à medida que habita. A palavra bauen (construir), porém, significa ao mesmo tempo: proteger e cultivar, a saber, cultivar o campo, cultivar a vinha. Construir significa cuidar do crescimento que, por si mesmo, dá tempo aos seus frutos. No sentido de proteger e cultivar, construir não é o mesmo que produzir. (Heidegger, 1951)[6]

O sentido do construir envolve o proteger, o cultivar. Reflete o ser que constrói e produz um mundo. E este mundo no qual vivemos na atualidade brasileira, com problemas habitacionais, merece a construção do habitar que pode promover a educação, a inclusão, o cuidado para com os seres humanos em vulnerabilidade. Uma casa que pode ser reformada, com o cuidado da sustentabilidade, beneficiando o “construir” de uma família que pode obter maior conforto e qualidade de vida em sua casa, e também promovendo a consciência social em jovens acadêmicos e futuros profissionais.

Outro conceito envolvido na sustentabilidade é a preocupação com o desenvolvimento econômico de cada país aliando o respeito pela natureza, à economia e ao desenvolvimento, interligando com abrangência, a sustentabilidade ambiental (CATALISA, 2011).

Em relação à preocupação com a sustentabilidade ecológica, Catalisa (2011), afirma que a utilização dos recursos naturais deve minimizar danos aos sistemas de sustentação da vida: redução dos resíduos tóxicos e da poluição, reciclagem de materiais e energia, conservação, tecnologias limpas e de maior eficiência e regras para uma adequada proteção ambiental. A integração das culturas do mundo pede que a diversidade cultural seja compreendida como forma de enriquecer o coletivo. A sustentabilidade cultural e educativa cria condições para o desenvolvimento da personalidade, e visam transmissão de valores fundamentais - solidariedade, justiça e liberdade - proporcionando uma base sólida na educação individual (CORRÊA, 2009, p.59). Neste projeto a que se propõe este grupo de estudo, a sustentabilidade exige a percepção e ação na qual o ser humano é parte desta preocupação, como interação global com o seu ambiente vivido.

O equilíbrio das migrações estende-se à sustentabilidade espacial, em relação a essas ocupações do espaço rural e urbano, descongestionando metrópoles, adotando práticas agrícolas que não sejam maléficas à saúde e ao meio ambiente, além de promover o manejo sustentado das florestas e a descentralização das indústrias, melhorando a distribuição territorial e assentamentos humanos (NEUMANN; LOCH, 2001, p. 5). A sustentabilidade ambiental, busca medidas cabíveis às atividades do homem, um exemplo é a busca de fontes de energias renováveis para substituição das não renováveis. Caracteriza-se como uma forma, ou tentativa, de propor meios de amenização dos danos causados à natureza pela atividade humana no passado, com soluções de curto e longo prazo (BARBOSA, 2008, p.4). E, finalmente, a sustentabilidade política, engloba todos os demais conceitos de sustentabilidade, pois é a partir da elaboração e cumprimento das leis, com participação popular, que todos os aspectos sustentáveis serão cumpridos (TALON, 2009).

A sustentabilidade empregada a edificações

 A edificação sustentável pode ser traduzida, basicamente, como um sistema construtivo que objetiva causar o menor impacto ambiental possível. Utilizando-se de técnicas diferenciadas de construção, captação de energia e de recursos naturais, preservando o meio ambiente sem deixar de atender as necessidades de utilização da edificação pelo homem, garantindo, dessa forma, qualidade de vida às gerações atuais e futuras (PLANO NACIONAL DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA, 2011).

Pensando não apenas na dificuldade financeira de se adquirir novas tecnologias sustentáveis, mas também na problemática de encontrá-las na região pesquisada, surge a ideia de pesquisar, dentre as técnicas e os materiais comumente utilizados, qual seria o mais viável quando se trata de uma edificação sustentável.

Aplicando conceitos

Elencado algumas atitudes que devem ser tomadas para criar uma sociedade mais sustentável, dentre elas estão: a utilização consciente de recursos naturais, fazendo uso apenas de árvores provenientes de reflorestamentos e extrações legalizadas, preservando áreas verdes de mata nativa, deve-se, ainda, diminuir a exploração de recursos minerais, pois além de causarem danos a paisagem local, são recursos esgotáveis e, se não utilizados de forma controlada, irão extinguir-se. Torna-se imprescindível evitar o desperdício da água, assim como elaborar uma gestão sustentável para diminuir o desperdício de matérias primas durante a fabricação de produtos.

Também é incentivado o uso de energia limpas como: a eólica, geotérmica e hidráulica, já que, estas, são produzidas por fontes renováveis e diminuem a agressão ao meio ambiente. Com a proposta de aliar a sustentabilidade, durabilidade, estética e funcionalidade, foram elencados algumas alternativas de materiais a serem pesquisados e analisados, para a elaboração dos projetos de reforma das residências:

- célula fotovoltaica é responsável por transformar energia solar em eletricidade, e, por ser uma energia limpa;

-Eco Telhado ou telhado verde, utiliza-se de vegetação na cobertura de imóveis, melhorando, assim, o conforto térmico da edificação, já que ameniza a incidência direta dos raios solares, tornando o ambiente interno mais agradável. (ECOTELHADO, 2012)

- Reaproveitamento da água da chuva, é um sistema simples que se utiliza da captação das águas pluviais por calhas instaladas em telhados e lajes de imóveis, para que sejam reaproveitadas na própria edificação (ORGANUM, 2010).

- Mini-estação de tratamento, também conhecida por Mini - ETE, é um sistema indicado para locais que não são atendidos pela rede pública de coleta e tratamento de esgoto. Este módulo é fabricado em plástico atóxico reciclado e sua utilização, além de reduzir a quantidade de esgoto enviado à rede pública, preserva o meio ambiente, evitando que resíduos sejam lançados na natureza sem tratamento, contaminando o solo, os córregos e o lençol freático (ORGANUM, 2010).

- Construção Bioclimática: mesmo com os avanços tecnológicos, alguns profissionais da área da construção civil não utilizam os recursos naturais disponíveis, para a execução de projetos, de forma eficaz (COSTA, 1982). A arquitetura bioclimática surge no contexto de utilização dos recursos naturais, como uma forma de harmonizar às construções ao meio ambiente, possibilitando a utilização da luz solar - ou de sua energia - e do ar, gerando conforto aos moradores de cada espaço edificado e a consequente economia de energia (CORBELLA, 2003).Tem por base a estruturação de cada projeto e edificação de acordo com as características de cada região. Para a elaboração de um projeto utilizando-se os recursos bioclimáticos, deve-se fazer um estudo detalhado de cada área a ser edificada, bem como de seu entorno, para que o projeto não se torne inviável, focando, também, nas escolhas de materiais, a fim de garantir a eficiência da edificação reduzindo os impactos ambientas (CUNHA,2004).

Passos do Projeto

A primeira etapa do projeto já está concluída. Refere-se às reuniões com acadêmicos dos referidos cursos, em número de cinquenta e quatro alunos que elaborarão os projetos. A primeira visita à residência da Sra. Adair dos Santos e sua família, ocorreu em 02/10/2014, às 13h30min com o acompanhamento da Sra. Elizabete de Sá, Coordenadora da Pastoral do Menor, o Coordenador do Curso de Design Walter Strobel Neto, o Coordenador do curso de Arquitetura, a acadêmica do curso de Engenharia Civil, Juliana Tonial, e a Coordenadora do Projeto, Magda Vicini. Foram realizadas fotografias e medições da residência da Sra. Adair, e da residência de sua filha Marizete, que possui uma casa pequena em madeira, atrás da residência de sua mãe. Na casa maior moram: a mãe Adair, com dois filhos: um rapaz e uma moça, ambos de 18 e 16 anos. A casa menor, construída na parte de trás, em madeira, mora: a filha Marizete, suas três filhas, de 12, 9, e 3 anos.  Constatamos também que há um quarto anexo à casa maior, com acesso apenas pelo filho mais velho, que gosta de manter sua privacidade. Ao redor das residências não há calçadas, mas há um imenso jardim na parte frontal da casa da Sra. Adair. Na imagem abaixo, as fotos das residências (Figura 1 a 3).

 

Figura 1 – Fachada da residência

Fonte: os autores

 

 

Figura 2 – Residência da filha Marizete - Fonte: os autores

Figura 3 – Planta abaixa das residências

Fonte: os autores

 

Realizada esta visita, reunimos os acadêmicos do curso de Design para apresentar os resultados, mostrando as fotografias e as medidas das residências a serem estudadas em relação ao projeto do mobiliário da mesma. Após este encontro, os estudantes iniciaram a pesquisa de similares, conforme a metodologia de projeto de Design (Löbach, 2001), e iniciarem os projetos de design. Dentre os materiais recicláveis apresentados pelo grupo de acadêmicos estão: borrachas de pneus e câmaras de ar, garrafas “pet” em diversos tamanhos, “palets”, grades plásticas de bebida, pneu de bicicleta, entre outros.

Em reunião posterior, os acadêmicos dos cursos de arquitetura e engenharia civil propuseram que realizássemos mais uma visita às residências, para conhecer ‘in loco’ os problemas relatados nas reuniões e demonstrados pelas fotografias. Ao chegarmos à casa da Sra. Adair, a conversa com a família deu-se também no sentido de tentar saber se possuíam escritura do terreno e da casa, e a mesma afirmou que possuem o contrato de compra do terreno, e que estão pagando mensalmente, R$50,00 (cinquenta reais), para adquirirem a Escritura, mostrando ao grupo o papel do contrato. Foi importante esta visita em horário diferente, às 19 horas, pois a família estava toda reunida e todos haviam voltado para casa do trabalho. Constatou-se em conversas com os familiares, que ficaram mais seguros com a segunda visita, e mostraram aos estudantes os seguintes problemas: a casa não possui qualquer estrutura em vigas ou qualquer outro material (Figura 4); na parte externa próxima à casa, o galpão serve para criar algumas galinhas; existe fossa séptica; não possui caixa d´água; há infiltrações no dormitório do rapaz e da adolescente; há uma grande rachadura sobre a porta que liga a sala à cozinha; e no banheiro, além da instalação elétrica do chuveiro estar solta, a cuba está trancada. Nesta visita também foi possível entrar na residência da filha Marizete, a casa de 3,70m x 4,70m, na qual ela vive com as 3 filhas. Além de ser um espaço pequeno para elas, há grandes frestas entre as tábuas de madeira das paredes, não há banheiro ou água encanada. Todos os familiares utilizam o banheiro da casa da Sra. Adair.

Imagem 4 – Parte da casa da Sra. Adair está desmoronando por falta de estrutura

Fonte: os autores

A coordenadora do projeto, Magda Vicini, expôs à família o fato de que este projeto de reforma não será executado pela universidade, mas será entregue à Pastoral do Menor, e esta fará os estudos necessários para conseguir doações ou projetos de apoio à reforma. É importante trabalharmos a relação afetiva e profissional com os familiares, de forma a haver clareza e integridade de ambas as partes, para que os papéis não sejam confundidos ou mal interpretados no processo a que se propõe este projeto de extensão, principalmente por estarmos nos relacionando com pessoas em vulnerabilidade social. Também se torna importante frisar que as famílias a serem beneficiadas com este projeto, possam fazer parte do grupo que irá se responsabilizar pela reforma, tanto quanto às ideias da reforma como na mão-de-obra para a execução da obra.

As próximas etapas previstas para final de 2014: a elaboração dos estudos para os projetos de reforma e reuniões de avaliação em relação às propostas. Para o início de 2015, pretende-se a finalização dos projetos de reforma pertinentes à arquitetura, engenharia civil e design, as análises e reuniões para as considerações teóricas e práticas propostas nos projetos, e, finalmente, a entrega dos projetos à entidade Pastoral do Menor. Concluindo esta primeira etapa do projeto, com reuniões, levantamentos, medições e análises, percebe-se a possível aproximação proposta pela metodologia pós-humana, no sentido de agregar-se unidades afins: conhecimento científico; famílias em vulnerabilidade social; crianças e adolescentes que acreditam em uma transformação de seu habitar e viver; universidade comprometida com seu entorno social; formação de profissionais de arquitetura, engenharia civil e design para a visão pós-humana, sustentável e social; arte social como multiverso filosófico e humano; e a socialização do conhecimento entre o grupo de acadêmicos, professores e as famílias em vulnerabilidade social.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia

Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Acessível em: http://www.pnud.org.br/arquivos/idhm-do-brasil.pdf. Em 14/10/2014.

ABREU, Carlos. Sustentabilidade ambiental: o que é a sustentabilidade ambiental? Junho de 2010. Disponível em: <http://www.atitudessustentaveis.com.br/sustentabilidade/sustentabilidade-ambiental-o-que-e-a-sustent.... Acesso em: 03 ago. 2014.

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[1] Projeto Pedagógico do Curso de Design, 2007, p. 12 e 13.

[2] Juventude, Violência e Vulnerabilidade Social na América Latina: Desafios para Políticas Públicas. Miriam Abramovay; Mary Garcia Castro; Leonardo de Castro Pinheiro; Fabiano de Sousa Lima; Cláudia da Costa Martinelli. Brasília:UNESCO, BID, 2002. Disponível em:

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[3] Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Acessível em: http://www.pnud.org.br/arquivos/idhm-do-brasil.pdf. Em 14/10/2014.

[4] INDICADORES SOCIOECONÔMICOS SDR XANXERÊ – dados de 2003. Disponível em: http://www.spg.sc.gov.br/paginaindice/SDR%20Xanxere.pdf. /acesso em: julho/2014.

[5] Batista & Fávero. Xanxerê sem Miséria. Secretaria de Políticas Ambientais, Prefeitura Municipal de Xanxerê, 2014. Dados fornecidos pelos autores.

[6] HEIDEGGER, Martin. Construir, habitar, pensar. Tradução de Márcia Sá Cavalcante Shuback. Disponível em: http://www.prourb.fau.ufrj.br/jkos/p2/heidegger_construir,%20habitar,%20pensar.pdf. Acesso em 2/04/2014.